Ter de te soltar atormenta-me tanto, meu amor. Já não sei não estar ligada a ti, não depender destes nossos jogos e manhas, que em tanto me desconsolam quanto me preenchem. Ver-te já não é igual... E não poder ter-te, isso faz de mim um ser singelo que apenas vagueia porque assim tem de ser. Levaste-me contigo quando fugiste de mim, já não me encontro.
Queria ser o mar para voltar todos os dias majestosa, sem defeito a apontar. Queria ser a onda que sabe sempre o seu destino, onde chegar. Queria ser a água para ter todos os dias a mesma fluidez e não me cansar de correr nunca, tome o rumo que tomar.
Deixas-me assim, perdida, desde sempre. Já não me sei orientar.

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