sábado, 26 de fevereiro de 2011

Os saltos de Gabrielle #6


(...) Nunca tinha havido almoço que fosse devorado com tanta vontade e rapidez, caindo no estômago com uma satisfação extrema. Mas o que se seguia não era visto pelas garotas com tanta satisfação assim: a hora dos trabalhos de casa. É verdade, até as suas rotinas eram idênticas. Seguiam padrões, formas de ser, de vestir e de falar semelhantes. Sentiam-se como irmãs gémeas, mas não o eram. E só as vocações as conseguiam distinguir facilmente, pois cada uma tinha o seu jeito para um tema diferente e preciso. Gabrielle era a menina das Artes, envolvendo a arte de escrever, pintar, desenhar e esculpir. Ariana esmerava-se a estudar Matemática, Física, Química e Biologia. Completavam-se como um malmequer metade desfolhado.
Contudo, cada uma tinha de fazer o seu trabalho de casa e sabiam bem que aquela hora não era a indicada para esclarecer dúvidas e contar novidades à mistura, fazendo um simples, longo e demorado telefonema. E era isto mesmo que Ariana pensava quando o seu telefone tocou e o nome da sua melhor amiga apareceu no visor.
- Estou sim, Gabi? - disse ela.
Ouvia-se um choro baixinho, embrulhado em palavras que saíam trémulas do outro lado do telefone. Num ápice, Ariana revelou-se uma amiga bastante preocupada por tantos soluços ouvir, algo que não era muito normal de Gabrielle.
- Não te estou a perceber amiga, que se passa?
- Desculpa mas neste momento não consigo falar contigo Ariana, eu pensava que conseguia, mas não consigo. - respondeu a garota.
Ariana só se lembrava do eco do último "desculpa" que tinha ouvido antes de Gabrielle ter desligado o telefone, deixando esta ainda mais alarmada e confusa. A garota só pensava se tinha dito, feito ou ouvido algo que não devia. Automaticamente, associou aquele choro e tristeza a ela própria, pensando então que a dona da culpa era ela. Imaginou um tribunal, imaginou-se a si própria como sendo o réu. Declarava-se como inocente, sem hesitação alguma.
Ligou-lhe mais de 14 vezes, deixou-lhe 9 mensagens de voz, mas nada, nem sequer uma resposta. Só ela sabia o estado de nervos em que estava, é que nem fazendo os exercícios mais difíceis de Matemática se conseguia concentrar! Foi então buscar os de Física, mas, de novo, não foi capaz. Era um turbilhão de perguntas sem resposta a correrem no seu cérebro, sem qualquer destino.
Do outro lado, Gabrielle estava deitada, a chorar há mais de duas horas. A dor de cabeça era muita, e o sono acabou por conquistá-la, fazendo com que esta nem sequer jantasse.
Conto inventado e com continuação.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Os saltos de Gabrielle #5


(...) Envolvida na imensa inspiração que via nos cabelos longos de Ariana, a ideia de uma futura fama devido à pintura era dona dos pensamentos de Gabrielle. Esta, contava-o à amiga e dizia-lhe também que ela seria a musa dos seus primeiros esboços e estudos, do início da sua entrada no mundo das Artes.
Ao contrário da mãe, Gabi nunca sonhara ser famosa, mas, se assim acontecesse, ela aceitaria-o com a maior das certezas e simplicidades. A garota sempre achara que a seguir à fama vinha o abuso. Abuso de confiança por parte dos jornalistas, abuso de intromissão na vida particular por parte dos paparazzis. A verdade é que nem ela nem a sua família gostavam de ter as suas vidas partilhadas por todo o mundo. Era então por isso que Gabrielle estava naquela escola. Em dezasseis anos, a nossa aspirante a pintora já tinha mudado de localidade nove vezes, mas só desta algo a ligava àquela : uma grande amizade que ela não acreditava encontrar em mais lado algum, Ariana.
Depois de passados trinta e cinco minutos, o desenho estava pronto. Era algo espantoso, algo para o qual olhávamos vezes sem conta por tantos pormenores que tinha, olhávamos para os observar e deslumbrar a toda a hora.
Mas as costas de Ariana já se queixavam, há muito que estavam na mesma posição!
- Gabi, se queres que continue a ser a tua modelo tens de ser mais criativa... Aliás, mais bondosa para mim!
- Eu é que sou a rapariga com a mãe famosa mas tu é que fases o papel de chique e picuinhas!
- Totó!
Como era habitual, de uma crítica as amigas faziam uma graça, algo que as descontraía e fazia sorrir. E eram felizes assim. Eram felizes estando uma com a outra, e cada vez mais. Tinham aventuras que davam vontade de rir, e uma delas foi naquele dia.
- E também já estou farta de andar de bicicleta. Isto é um pouco aborrecido...
- Outra vez Ariana?  Deixa de ser assim rapariga... Já pareces uma velha a falar!
- Pareço o quê?!
Gabrielle semi-cerrou o olho esquerdo e deitou a língua fora à amiga, em termo de gozo. Esta, rapidamente deu às pernas e foi atrás dela. Riam, riam, riam, riam, e não paravam de rir. A verdade é que pareciam umas meninas pequeninas num corpo grande. Tiveram também a bela ideia de saltar, saltar e fazer grandes figuras, aproveitar naquela altura que não estava ninguém a ver.
Por fim, voltaram a casa, cada uma na sua bicicleta, estafadas daquela manhã tão divertida. Mas tanta diversão não durou muito tempo, pois não há bem que perdure.
Conto inventado e com continuação.
(Peço imensa desculpa meus lindos, mas não tenho tido tempo nem disposição para vir aqui.
Contudo, vou tentando vir sempre que posso. Beijinhos **)

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Os saltos de Gabrielle #4


(...) Aula terminada, matéria dada. Não foi das aulas em que as nossas meninas estiveram mais atentas, mas foi das mais felizes de todas. Ambas rebentavam de tanta felicidade que guardavam dentro de si. Tinham demonstrado que uma amizade certa vence desafios, mostra verdades e revela que o mundo não está assim tão perdido como todos pensamos.
Depois do dia de escola acabado, tiveram de se separar. Diziam que iam ter muitas saudades uma da outra e, por isso, acabaram por combinar um passeio de bicicleta pela Floresta Verde, ali bem perto do liceu (oportunidade esta para estarem juntas e fazerem exercício físico, ahah).
Era sábado de manhã e dia de descanso, mas eis que Gabrielle houve o telemóvel, sem fazer ideia de quem era ou o que queria. Já passava das 9 horas, e Gabrielle ainda estava no seu estado quase sonâmbulo, estado este que fazia com que a garota dormisse em pé, digamos.
- Estou... Quem fala? - dizia ela, muito pausadamente.
- Gabiiiii, olha bem as horas! Estou à tua espera desde as 8h30 e já são quase 9h45! Adormeceste, não foi minha tonta?
- Ihh, desculpa, deixei-me dormir! Dá-me 15 minutos princesa, que vou já!
- Mais 15 minutos?! Está bem... Até já.
- Até já e desculpa de novo!
Não ouviu resposta, coisa que Gabrielle levou um pouco a mal. Ficou aqueles 15 minutinhos a matutar por que razão a amiga não lhe tinha dito mais nada!
- Ah, já chegaste. Finalmente Gabi!
- Ahah, que gracinha Ariana, que gracinha. - respondeu ela, com quase que maus modos, por tão chateada que estava com uma coisa tão simples e insignificante.
- É este o teu humor matinal?! Não o conhecia...
- Isso é a gozar comigo?!
- Ai rapariga, tem lá calma, que fiz eu?
- Nada, não fizeste nada, queres ver!
Gabrielle agarrou na bicicleta, montou-a e andou 200 quilómetros. Vendo isto e pensando que a amiga estava severamente aborrecida com ela, Ariana segui-a. Uma vez junto dela, a moça exclamou:
- Gabrielle, diz-me que te fiz eu para remendar! Não quero que fiquemos chateadas!
- Ai Ariana, e achas que eu quero?! Por que razão não me respondeste ao telemóvel, quando te pedi desculpa, han?
- Ficaste chateada por isso, foi? Oh Gabi, pensa lá bem: nós estamos no campo e cá normalmente não existem muitos postes de distribuição de rede... Logo, a minha foi-se, e por isso a chamada caiu!
Gabrielle fez cara de espantada e arrependida. Olhou para amiga, mas rapidamente baixou a cabeça como que a pedir-lhe desculpa de forma envergonhada. Ariana riu-se e pediu à garota que lhe desse um beijinho, pois só desta forma ela a desculpava. Esta rapidamente o fez.
Continuaram a viagem por todas aquelas árvores enormes e tão bonitas, árvores estas que pertenciam ao grupo daquelas com mais de 100 anos. As jovens estavam fascinadas com toda aquela beleza e naturalismo, por isso, fizeram questão de tirar umas quantas fotos. Gabrielle também não esqueceu o seu bloco de criações, ao qual juntou um retrato de Ariana feito meticulosamente com pastel.
Conto inventado com continuação.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

meras palavras


«Não tenho culpa da tua insolência. Decidiste ser e agir desta forma sem qualquer autorização. Não fui eu que o permiti, não é minha a responsabilidade. Cada um sabe de si e toma conta de si próprio, e tu só provaste que não o sabes fazer. Somos diferentes e juntos não fazemos um. Dizem que as diferenças de duas pessoas fazem com que se preencham uma a outra, mas no nosso caso, elas chocam e não encontram o caminho certo. És para mim como uma flor que está por desabrochar, como um ovo por eclodir e uma criança por crescer. Pressinto o teu futuro pouco promissor se continuares sendo esta complexidade em pessoa. Cresce, J

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Os saltos de Gabrielle #3

(...) E, depois de passarem todas as tardes do primeiro mês de escola juntas, tinha chegado o momento em que Gabrielle contaria a verdade sobre si que, pensava ela, Ariana ainda não sabia.
- Ahah, estou mesmo a ver, deve ter sido hilariante! Olha, mudando de assunto... Tenho algo para te contar há bastante tempo, e é um assunto mesmo importante...
- Então Gabi, para que é essa cara séria? Passa-se alguma coisa contigo? São rapazes? Sou eu que disse algo que não devia? - perguntava Ariana, soluçando, de tão preocupada que estava.
- Agora és tu que me bombardeias com perguntas! Bem, é apenas algo sobre a minha vida, amiga....
- Desculpa, desculpa, e conta de uma vez!
- Okay, okay, calma! O que se passa é que... Bem, haaaa....
- Desembucha totó!
- Vá, eu conto. A minha mãe é aquela cantora, a Naomi Brown, e é por isso que, quando passamos no corredor juntas, todos olham para nós... Não desvalorizando a nossa beleza, claro!
- Oh Gabi, mas tu achas que eu ainda não sabia disso?
- Sabias? Então por que é que não disseste nada sobre o assunto?
- Minha linda parvinha, achas que não tinha a noção de que tu sempre viveste debaixo da sombra da tua mãe, e nunca gostaste disso? - e deu um abraço a Gabrielle - Eu gostaria de ti tivesses os pais que tivesses!
- Agora sei que não podia arranjar amiga melhor em tão pouco tempo. Obrigada por tudo, a sério. - e sorriu.
- De nada, e agora mexe essas pernas que já estamos atrasadas para a aula de Inglês, Maria Gabrielle!
- Ahah, sim chefona, os seus desejos são ordens!


Com passo apressado e novo laço formado entre si, lá foram elas quase que a correr para a aula de Inglês. Felizmente, chegaram apenas 2 minutos atrasadas e a professora decidiu não lhes marcar falta, por ter sido a primeira aula da tarde. A verdade é que aquele almoço e parte da tarde foi risada e motivo de gozo de Ariana por Gabrielle, esta que reforçou ainda mais as certezas que tinha daquela ser a rapariga por quem há tanto esperava, aquela a que podia finalmente chamar de melhor amiga.
Conto inventado e com continuação.
(espero que estejam a gostar!)

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Resultados da sondagem

Olá minha gente! Bem, desta vez, tive na minha segunda sondagem mais dois participantes. Primeiro de tudo, irei agradecer-vos por terem participado e contribuído com o vosso voto, que vale bastante para mim. Fiz de novo uma sondagem relativa à opinião que cada um de vós tem sobre este blog, que também é vosso. As vossas opiniões são o que realmente me importa, o que me faz crescer como dona deste blog que, espero eu, vir a ser um livro com infinitas folhas. 


(Era então este o aspecto da sondagem.)


A grande questão era: "Achas que devo mudar algo no blog?". Foram apurados cerca de 23 votos, dos quais 10 contaram para a primeira alternativa de resposta ("Não, adoro-o assim!"), 0 para a segunda ("Sim, o título."), 13 para a terceira ("Acho que só devias inovar mais.") e, por fim, 0 para a última ("Muda tudo, não gosto nada dele!"). Mostro-vos agora a minha enorme gratidão por saber o vosso feedback é assim tão positivo. Com 56%, a resposta mais frequente, ficou aquela que retrata bem a filosofia que tenho para a construção deste cantinho. Cada dia tento pensar em algo de novo como, por exemplo, o conto que agora estou a escrever "Os saltos de Gabrielle", do qual infelizmente não tenho tido muitas opiniões vossas.
Para finalizar, deixo cá mais um apelo para continuarem a questionar e a dar opiniões sobre um rasto meu que vou deixando sempre que passo por cá. Beijinhos ***

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Os saltos de Gabrielle #2


(...) E lá estava Gabrielle, no longo e aborrecido corredor da escola. Estava atenta a algo que Miguel, o "bobo" da escola, dizia. Ela já sabia que não era nada que merecesse a sua atenção e, já farta de todas aquelas baboseiras, decidiu virar a cabeça, mas, nesse preciso momento, chocou com uma rapariga de ar simples e desorientado que levava uma grande resma de papéis para a sala da Direcção. Toda aquela papelada rapidamente foi parar ao chão.
- Ai, peço imensa desculpa! Deixa-me ajudar-te... - dizia Gabrielle, envergonhada.
- Não faz mal, eu é que ainda não tive tempo para conhecer os cantos à casa, e ando por aqui desorientada, com esta papelada toda!
- Não conheces os cantos à casa? Porquê, és nova cá? Queres que te diga onde é a sala da Direcção?
- Ahahah, a isso é que eu chamo de bombardeamento de perguntas! Dava-me jeito que me ajudasses, sim. - respondia a rapariga nova.
- Peço imensa desculpa querida! Vamos falando pelo caminho. Afinal, como te chamas?
- Ariana, e tu?
- Eu chamo-me Gabrielle. Vejo que já não sou a única com um nome incomum na Escola, ahah, fazias-me falta!
Foram parando em cada canto, perto de cada sala, até chegar à da Direcção, e, em 20 minutos, Ariana já conhecia a nova escola tão bem como a palma da sua mão. Bastaram estes tais minutinhos para ambas perceberem que o futuro lhes guardava algo de muito bom, de muito rico e valorizado. E Ariana nem sabia do berço de ouro em que Gabrielle tinha nascido... Mas, segundo ela, a menina nova também não se importaria muito com isso.
Conto inventado e com continuação.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Os saltos de Gabrielle #1


Gabrielle tinha a fama nas veias. Filha de cantora internacionalmente famosa, ela não fazia nada para ser reconhecida e, mesmo assim, ela era, até vezes de mais. Com os seus belos dezasseis anos e os seus tacões altos roubados do armário da irmã, era difícil não dar nas vistas por onde passava. Era a única que merecia um belo "bom dia" vindo de todos os membros da Direcção da Escola, quando chegava de limusina, pedida por encomenda a uns "franceses todos pipis", como Gabrielle dizia. Era dito e sabido que todos os olhares se centravam nela na aula de Expressão Plástica. Para além do seu estatuto social, este visto como algo fora do comum dentro da escola, também o seu jeito para desenhar era bastante fora do comum. Porém, este grande dote de Gabrielle em conjunto com todas as qualidades que ela teria, não eram valorizadas. Ela tinha plena consciência de que os interesses reinavam no meio de todas as razões que alguém teria para se aproximar dela. Ela era uma rapariga com toda a liberdade para sonhar bem alto, pois tinha mais que condições para concretizar esses tais sonhos. Mas preferia ter os pés bem assentes na terra. Sabia que tinha de estudar, de trabalhar e esforçar-se para ter uma boa vida e não se contentar apenas com o que os seus pais lhe podiam dar. Pensamento de adulta, diziam os mais sabidos. Mas houve um dia que alguém mudou a opinião dela sobre os outros, numa pequena e precisa acção.
Conto inventado com continuação.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Doce inocência

Ela corria, corria, corria, fugindo dele, que queria apenas fazer-lhe cócegas e rir-se um bocadinho. Quando parava, mudava de direcção, corria para ele. Dava-lhe um beijinho, sorria e soltava uma risada envergonhada. E fugia. Ele também sorria, pois os beijinhos dela eram como o doce chupa-chupa que todas as sextas-feiras a sua irmã mais velha lhe deixava. Sempre que a via sozinha, o pequenino dirigia-se a ela, e perguntava:
- Queres brincar comigo, Clarinha?
- Pode ser Diguinho.
- Brincamos aos pais e às mães?
- E podemos casar, assim numa igreja grande e com muitas flores?
- Sim, nós casamos, está descansada, Clarinha.


Ela sorriu de novo. Na maior das descontracções, eles lá arranjaram um cantinho que decoraram e fizeram de igreja. Juraram ser fiéis eternamente e, no fim, deram as mãos.
Faziam de todos os contos e brincadeiras o mundo deles, o mundo perfeito, que pensavam eles existir. Em todas as histórias, não havia um único arrufo, um único gesto que nos fizesse pensar, que, afinal, Rodrigo e Clara não estavam destinados um ao outro.
Cresceram, tornaram-se grandes e conscientes que o mundo é totalmente diferente do que um dia o imaginaram.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

An happy ending


E na inércia de um minuto, vejo todos os meus pensamentos a voltarem à tua pessoa. Não sei se é esperança, mas espero bem que não. Já deste mais que provas que nunca foste nem serás realmente meu, por maior que seja o sentimento que nos tem unido, de uma forma qualquer. Sei que a tua complexidade estragou momentos que podiam ter marcado a nossa história pela positiva, esta que já teve um fim. Doeu e há-de continuar a doer, mas não é por isso que irei deixar de fazer o que faço. Não quero nenhum peso na consciência, nem controlo teu. Sou livre, sou feliz. És livre, e feliz também, espero.                    


Desafio das respostas

Como és fisicamente? Sou baixa, tenho 1,56 m, tenho braços finos e pernas gordas (ahah), um cabelo castanho e muito, mas mesmo muito encaracolado, olhos castanhos, pestanas longas, nariz empinado e lábio superior fino e o de baixo rechonchudo.
Cor de olhos preferida? Verdes acinzentados.
Ruivo ou sardas? Sardas, adorava ter!
Que champô usas? Garnier, sempre.
És parecida a algum famoso? Qual e Porquê? Acho que não, ahah.
Animal preferido? Canguru.
Se fosses um animal qual serias? Porquê? Leão supostamente, pois sou do Sporting e sou Leão de signo.
O que gostavas de seguir? Adorava Medicina, mas a média é altíssima! 
Em que curso estás? Visto que ainda ando no 3º ciclo, nenhum.
Caneta de tinta preta ou azul? Depende, se for para escrever regularmente escolho a azul, se for para títulos ou pequenos apontamentos escolho a preta.
Rosa ou Azul? Azul.
És sonhadora? Um pouquinho, quando posso.
Como imaginas as pessoas que lêm o teu blog? Pergunta difícil, ahah, mas como conheço para aí 10% delas, penso serem mais ou menos da minha idade, com sonhos parecidos e alguns objectivos comuns.
Magoa-te mais sofreres ou fazeres sofrer alguém? Fazer sofrer alguém, com a minha dor lido eu bem.
Sabes passar a ferro? Sei sim.
Qual a tarefa doméstica que mais gostas de fazer? Cozinhar (adoro cortar legumes, principalmente).
Qual a tarefa doméstica que menos gostas de fazer? Limpar o pó, por causa da minha alergia.
Justin Bieber ou Nick Jonas? Nenhum.
Nirvana ou Linkin Park? Outra difícil, ahah. Gosto bastante dos dois, e embora os Nirvana não sejam da minha geração, já me pegaram o vício há algum tempo por uma música deles. Os Linkin Park conheço quase que muito bem, portanto, escolho-os a eles, apenas por serem da minha geração.
Blog ou facebook? Os dois ao mesmo tempo, pode ser?
Qual é a cidade que gostas mais depois de NY? Londres.
Ballet ou Ginástica Rítmica? Ginástica Rítmica.
Secret Story ou Uma Canção Para Ti? Nenhum dos dois.

Passo este desafio a todos os seguidores que o quiserem levar.
(na foto: eu na Lagoa de Albufeira - Summer '10)

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Grande palco, grande vida


Representamos todos os dias da nossa vida. Por vezes, fazemos de maus-da-fita, por outras, já somos os correctos, os bonzinhos, os que não fazem mal a ninguém. Há alturas em que nos apetece dizer «corta» e repetir a cena que, afinal, não foi bem representada. Foi uma má actuação por não estarmos concentrados, por nos termos esquecido do texto ou por termos uma enorme vontade de rir. Chega então a altura de nos arrependermos e de termos o tal realizador a chingar-nos na cabeça. Por erros a mais, pomos o tal emprego em risco e passamos de actores bem pagos, a meros desempregados sem carreira alguma. E este é o reflexo da vida. Cometemos erros, mas também sabemos fazer outras coisas, encarnar diferentes personagens e dar um óptimo seguimento à história. Já Sheakspeare dizia que «a vida é um palco», coisa com a qual tenho de concordar plenamente. Quero fazer do meu palco um palco bem grande, um palco em que a madeira é feita de felicidade e os bastidores de harmonia.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Esse dia há-de chegar.


Um dia, não poderei evitar-te mais.
Um dia, os nossos olhares vão chocar e as palavras congelar.
Um dia, o beijo que me deves irá despertar.
Um dia, a minha filosofia e forma de te ver irá mudar.
Um dia, irei acreditar de novo no nós que já existiu.
Um dia, não arranjarei explicação e, simplesmente, abraço-te.
Um dia, descobrirei que o meu amor por ti afinal é vitalício.
Um dia, todos estes textos não conseguirão expressar o quanto eu te amo.
Um dia, gasto as cordas da minha viola, por tanta raiva e tristeza que trago nos dedos.
Esse dia há-de chegar, mas espero bem que ele se atrase.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Sem definição


Acho que a inspiração se pegou a mim, definitivamente. Não sei se é por estar não-sei-como ou por sentir não-sei-o-quê, mas a verdade, é que me bateu bem de forte. Perdi a noção da minha definição, e nem me apercebi que esta frase iria rimar. Navego de novo no vazio como se nem soubesse andar correctamente e a minha única solução fosse rastejar. As deslocações estão cada vez mais difíceis e os saltos têm-me safado de muito. Quando salto, há terreno que não piso. Deixo de reconhecer quem devia e passo a fazer tudo ao contrário. Tenho um pretérito desconhecido, algo que foi, simplesmente, passado à frente. As minhas preocupações começaram a ser outras e apercebi-me que não foi com nada disto que sonhei.

Day #6- A música que te faz lembrar de algum sitio. 

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Artista


Venho agora confessar-me. Não fiz nada que não devia, penso, não fiz nada de errado ultimamente, por isso, não são os pecados que vos contarei. E não são segredos contados ao ouvido, também. Venho confessar o fascínio que se prende em mim por tantas artes. Conhecendo-me tão bem como conheço, sei quando os meus sentidos me contam que acabei de assistir a algo fora do comum. Sei quando me deixam fascinada, maravilhada. Tremo e sinto uns arrepios que se instalaram em mim, vindos de um planeta bem distante. E o talento de alguém consegue provocar-me tudo isto. Fico com pele de galinha, tremo quase como se tivesse uma convulsão, como se estivesse no meio da Antárctida, sem saber o que fazer. Apesar de o teu talento não ser visível, também me fascinas. Fazes-me tremer de tão nervosa que fico quando sei que te irei ver dentro de minutos, segundos ou mesmo dias. Provocas-me um nervosismo de todo o tamanho e a longo prazo. Fazes-me ter ideias que nunca tive, fazes-me tentar achar a originalidade que sei que há em mim. E hoje, tive a brilhante ideia de me debruçar no parapeito da janela, esperando por ti. Não te vi, mas, quando menos esperava, lá estavas tu. Demorei horas a ver-te, passei quase a tarde inteira à espera que a imagem do teu rosto sem cor viesse ter a mim. Fiz de muito desespero remoinhos, dentro deste coração que não te liberta. Com verdade na ponta da língua, digo agora que és artista, por me fazeres ser diferente.

Day #5- A música que te faz lembrar alguém. -->   É óbvio que esta música me faz lembrar a tua pessoa.