quinta-feira, 25 de dezembro de 2014
Prenda escondida
Tenho tantas saudades tuas, tantas que nem posso ter. Queria tanto falar contigo, queria tanto que viesses falar comigo. Queria tanto estar contigo sem pensar, apenas estar. Tenho ânsias desse teu cheiro, esse teu perfume que não me deixa descolar de ti. Encantas-me o coração, deixas a minha mente derrotada. Fazes o tempo parar. Sou tua, só tua. Quero esse lugar cativo nos teus braços, que me prendem em tão bom ar. Nunca me largues. Não me deixes fugir de ti.
domingo, 10 de agosto de 2014
Regresso tardio
Voltei para este canto, depois de o ter deixado ao abandono. Fi-lo com a convicção de que tudo iria mudar e que essa mesma mudança começaria por me desfazer desta parte de mim, desta narrativa do vai-e-vem de uma relação que nem esse conceito conhecia. Mas vejo-me aqui, sem amparo, com necessidade de soltar o tanto que deixo para mim. Acuso assim o meu regresso, por necessidade... por amor, diz alguém.
Como posso amá-lo se não sei como o fazer? Como escolho entre um vazio no peito e um aperto sufocante? Como reajo quando as borboletas que surgiam na barriga estão num frenesim constante que me ocupa todo o corpo? Como faço se cada vez que o recebo nos meus braços não o quero prender? E se o solto, fico desolada?
Como posso amá-lo se não sei como o fazer? Como escolho entre um vazio no peito e um aperto sufocante? Como reajo quando as borboletas que surgiam na barriga estão num frenesim constante que me ocupa todo o corpo? Como faço se cada vez que o recebo nos meus braços não o quero prender? E se o solto, fico desolada?
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