terça-feira, 29 de maio de 2012

Meu íman

Aprisionas-me o coração, ocupas-me a alma. Fazes-me suplicar por notícias tuas a cada escasso minuto que passa. Deixas-me feliz por cada sorriso, por cada beijo ou elogio teu, fazes-me agradecer sempre que te tenho a meu lado. Ao mesmo tempo, metes-me numa encruzilhada toda a vez que me deixas sozinha. Sei que nunca te direi que não, por mais que queira. Transformas o meu mundo em algo lindo, és o meu sorriso. E gostar tanto de ti não passa de um engano, por mais que não o consiga evitar. Se me fazes tão feliz, por que razão te irei recusar? Mas enfim, o mundo não foi feito para te ter para mim. És o meu fruto proibido. Só te peço que não fujas da minha vida, seja de qualquer forma que faças parte dela. Quero-te para mim, nunca o desmentirei.  O meu querido íman... Somos como dipolos elétricos em moléculas covalentes - e ai, cá estou eu a enterrar-te na escola, para ver se não me ocupas mais o coração. Gosto de ti, por mais difícil que seja a nossa realidade. Hoje vivo do nosso universo paralelo. 



Desculpem a treta que o texto acabou por ficar...

Hoje tinha mesmo de soltar alguma coisa.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Confunde-me a mente, afeta-me o coração

Hoje, as emoções contraditórias não me largam. O minha mente entrou em metamorfose. Oxalá saia daqui uma majestosa borboleta, que a larva que reside não me agrada nada!


quarta-feira, 23 de maio de 2012

Coleção de Cromos

O individualismo não se caracteriza maioritariamente pelo egoísmo que carrega consigo. Está cada vez mais presente e é cada vez mais relevante. Hoje, sei dizer que fazemos da nossa vida realmente nossa e, se partilhada, com muita prudência. Afirmamos-nos como seres limitados, no entanto conscientes. Sabemos amar no nosso íntimo e guardar esperanças. Mas o individualismo não fornece qualquer tipo de transparência, nem a nossa nem a dos outros. Vivemos num bloco segregado de comentários moralistas e inoportunos, e por isso nos fechamos em mundos. No entanto, temos permissão de sentir o sofrimento e mágoa dos outros, como se uma nuvem escura e carregada de chuva nos atingisse também. Somos humanos, emocionamos-nos e não conseguimos ficar indiferentes a situações delicadas. Se ao meu lado choram, não hei-de rir, por mais diferente de mim que sejam. Não viemos ao mundo para sobreviver; fomos criados para formar uma vida com todas as quedas e motivações que esta exige. Por isso, somos uma coleção de cromos, e não alguns repetidos, que devem ser postos de lado.


segunda-feira, 21 de maio de 2012


Nunca ninguém me surpreendeu tanto quanto eu. Realmente, que me deu para não acreditar no que me preenchia a alma? Mas houve alguém que continuou com o nervosismo contido no peito. Obrigada por me deixares assim tão fora de série, meu menino.





terça-feira, 15 de maio de 2012

Petit rêve

Espero que não te importes, mas requisito-te todos as noites nos meus sonhos. Acordo sem saber se estavas realmente comigo, se foram vindas de ti aquelas palavras em sussurro de que me dei conta. Passaste a uma realidade um pouco à parte, a um mundo reservado. E dizem que, quando sonhamos com alguém, deve-se a essa pessoa ter adormecido a pensar em nós. Será que sim? O meu coraçãozito acena com toda a certeza e hoje mantenho-me do seu lado. A razão não pode vencer todos os dias, não é assim?


segunda-feira, 14 de maio de 2012

The easiest thing

Fácil? Fácil é amar-te, quando há tanto para gostar.



segunda-feira, 7 de maio de 2012

Pinceladas

Como numa pincelada de um artista, sinto finalmente que a nossa tinta se desvaneceu. É bom, muito bom. O ar já está mais leve e os olhares que trocamos não têm aquela intenção de peso como os de outrora. E os sorrisos, bem, esses estão mais sinceros que nunca. A sensação de me sentir sem tabus, manhas ou preocupações e poder sorrir-te sem problema agrada-me bastante. O nosso quadro levou das pinceladas mais bruscas, leves e até bem agressivas que um pintor lhe poderia dar, mas esta obra de arte secou, e agora realmente se observa o valor que ela tem. Por vezes, é preciso irmos contra a parede imensas vezes, até entender qual é o caminho. Não me arrependo das vezes que fomos contra ela, porque nos serviu de lição. Deixas-me feliz assim, pouco dizendo,mas revelando um sorriso que tudo diz. Cada vez me sinto mais "a tua menina", "a tua paixão", como repetias vezes sem conta. Estou feliz por saber que estás feliz também, obrigada.


sábado, 5 de maio de 2012

Sereno serão

Deixei-me estar assim, num estado um tanto questionável. Com a mente vazia e os olhos semi-abertos, pouco brilhantes. Ao mesmo tempo que apertava a almofada, interrogava-me inúmeras vezes, sempre pouco confiante, "será que devo?". A janela aberta trazia-me uma brisa que me acariciava o rosto e, simultaneamente, me dava arrepios. Lá fora, ouviam-se os risos dos meninos da escola, sempre de um lado para o outro, gozando a sua energia e ingenuidade. De certa forma, tudo isto se refletia em mim com alguma tranquilidade, embora os arrepios me trouxessem uma grande saudade de abraços reconfortantes. Mas a questão permanecia sem resposta. Lá bem no fundo, estava consciente de que, mesmo estando serena o dia inteiro, nunca me iria decidir. Sabia que nem o sono me traria solução, precisava de consolo. Consolava-me a minha poltrona macia, a minha manta fofinha, o meu gato maltês, sempre prontos para me ouvir a lamentar.

Já tinha saudades de escrever assim, a partir da minha essência...