Vamos... navegar. Por dentro deste mar tão duro e obscuro, que esconde uma faceta tanto ou quanto ternurenta como a tua. Imaginariamente, acolchoaremos os bancos do nosso dito barco enorme, quase tão grande quanto o nosso amor, para que possamos passar horas, dias deitados a olhar um para o outro, a lançar sorrisos, a trocar olhares. Teremos o merecido tempo para reflectir, sonhar, imaginar, rir e sorrir mais uma vez. Eu não me cansarei de olhar-te nos teus espantosos olhos, pois perco-me sempre neles com uma insaciável vontade de lá ficar. E não encontro maneira de explicar tal sede tão insaciável, simplesmente sinto algo que me sustenta, que me agarra ao teu ser todo o tempo. Não arranjo maneira de te fazer perceber a vontade que tenho de te abraçar a todos os segundos. E de seguida lembro-me... Não da tal razão, mas de outro enorme desejo que tenho: as tuas fortes e carinhosas mãos que, ao tocar-me no cabelo, revelam os caracóis mais bonitos e envergonhados, que se escondem por trás de todos os outros. Basta um, um só toque teu para me aperceber que sempre me quiseste tanto a mim como eu a ti. É quando sinto que, dentro de ti, algo diz "és minha e de mais ninguém" que desmaio psicologicamente, no meio da confusão de emoções que me provocas, no meio do rebuliço causado entre as frequentes batidas do meu coração apaixonado. Só a ti ele te pertence, só a ti ele sempre pertenceu. No fim desta viagem, mergulhamos e ficamos os dois sozinhos no fundo do mar, para que possamos ter algo só nosso, mais além deste grande amor.

Será que voltei em força, meus amores? Estou a fazer um esforço enorme para que as minhas visitas ao sagrado cantinho sejam cada vez mais frequentes e espero bem conseguir tal coisa, pois a minha inspiração atingiu o auge, está mesmo cansada da arrumação que lhe tenho dado nos últimos tempos.
Beijinhos para vocês e muito boa sorte na escolinha.
Com muito amor e saudades, Joana.