terça-feira, 24 de julho de 2012
segunda-feira, 23 de julho de 2012
Querido tempo
Vou esperando que o tempo faça das suas. Entre manhas e desvios, lá ele vai conseguindo fazer uma dança que me embala o pensamento, esfria o coração e enche a memória de neblina. Entro em metamorfose pedindo, sem descanso, por mais. E oh, que bom amigo que ele é! Não me deixa nem um segundo e faz de mim mais feliz à medida que passa. Incapacitada, vejo-o passar por mim varrendo os estilhaços das jarras metaforicamente partidas e ajustando pedaços de corações desfeitos. No que toca a impedir tristezas, é inapto; à medida que as observa, é apenas capaz de lhes oferecer um caminho a seu lado, de mãos dadas, e deixá-las passar.
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