sexta-feira, 16 de março de 2012
Há tanto tempo que não me sentia assim!
E o stress? Bem, ele lá se vai indo. Cada vez se dispersa mais, como se antes se tratasse literalmente de uma nuvem carregada e negra. Agora os sorrisos vão e voltam com mais frequência e os abraços andam soltos. É bom suspirar de alívio e sentir-me descansada, contente e pronta para tudo o que a vida traz. Estabeleci uma meta e o sentimento de a atingir não poderia ser mais recompensador. Sinto-me feliz e ninguém conseguirá tirar esta felicidade que se vai propagando em mim. Até já falo do passado com orgulho, até já sei desprezar quem antes, estando cega, venerava. Não suspiro, neste momento; apenas grito baixinho toda a alegria que trago cá dentro.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Sentidos em conflito
É difícil de aceitar a necessidade de amor que persiste. Olho-o tentando omitir qualquer tipo de sentimento, quando, na verdade, a vontade de o abraçar é tanta, que se desfaz em silêncios profundos. Preciso de cessar o espaço no coração que permanece em sua homenagem. A alma vagueia tentando dissuadir esta ideia de o ter de novo. A cabeça esclarece a razão, mas o coração está cego. Já não quer saber de erros, consequências ou falhas, só planeia ser amado. Mas engana-se sempre que volta aos batimentos ternurentos, cheios de nostalgia. A ilusão apodera-se do desenho que a mente insiste em traçar, com linhas curvas e traiçoeiras, sem rumo nem destino. A grafite do lápis dá inúmeras voltas sobre si mesma, e até o papiro se revolta. Desfaz-se assim, sem mais nem menos. Enunciava que não tinha a intenção de causar uma outra esperança sem fundamento. Os lápis de carvão caíam da mesa, provocando uma enorme desordem no quarto. Percebia que o corpo reagia à minha pouca intuição no amor e não acreditava mais nos meus instintos de amante persistente. Já sei, já sei... Agora a razão governará a mente e o coração será posto de lado.
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