Beijinhos, a vossa blogger, Joana **
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
True Love
Os meus dias ultimamente têm sido bastante estrondosos em termos escolares e emocionais, ando com imensa carga atrás. A minha disponibilidade vai reduzir, também porque os testes estão a chegar. O stress recomeça a muitos níveis e eu não tenho nem cabeça para nada. Desculpem-me! Assim que poder dou cá um salto. Agora deixo-vos com estas pequeninas riquezas que já dizem coisas tão lindas. Boa noite, bom fim de semana e boas aulas.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Profundamente Azuis #2
E à medida que o tempo ia passando, ela preocupava-os cada vez mais. Mesmo sem saber, geravam-se imensas conversas entre o seu círculo de amigos, que revelavam uma honesta vontade de a ajudar.
Certo dia, um dos seus amigos mais próximos decide aproximar-se da sua carinha triste, levantar-lhe o queixo, e falar com ela.
- Teresa, é hoje que me vais contar o que se passa?
- Oh, não sei… Não te quero preocupar… A época de exames vai começar e tu tens mais com que te importar…
- Ouve, eu é que sei com o que me preocupo e quando o faço. E, neste momento, o que me importa és tu e o teu bem estar. Estaria muito mais preocupado ao ver-me sem nada poder fazer para tratar desses olhos chorosos! – respondia ele, quase como se tratasse de uma justificação.
- João, não vale a pena… Eu agradeço-te por te importares, mas não quero mesmo ser um peso para ti… - repetia Teresa, sempre hesitante.
- Por favor, fala comigo. Essa tua maneira de estar e ser todos estes dias seguidos está-me a deixar mesmo fora de mim! Não falas connosco, foges de tudo e já nem pareces a mesma nas aulas. Quero ajudar-te a formar um novo sorriso. Só te peço uma conversa Teresa, uma conversa. Será pedir muito?
Ela não lhe respondeu. Limitou-se a abraçá-lo e, sem dar por isso, iam-lhe caindo lágrimas dos olhos. Tal demonstração de tão tamanha amizade comoveu-a bastante. Sentia de novo o coração cheio, embora desta vez fosse de um carinho tão sentido como João o sentia. Não queria falar, ela só queria agradecer-lhe sem palavras.
- Não quero que te sintas obrigado a nada, João. – insistia ela mais uma vez.
- Por esse abraço tão necessitado, só me fizeste ter mais certezas de que precisas realmente de uma ajuda como a que te quero dar, sincera. Então vá, conta, prometo guardar para mim e proteger-te de tudo.
- És realmente alguém de outro mundo. Nem sabes o quanto te agradeço por todo o apoio, a sério.
Ainda perdida em algumas lágrimas, começou-lhe a contar toda história em que se sentia encurralada. O amor que outrora havia era tão evidente que até João conhecia. Ele sabia bem reconhecer o sentimento dela, de ter perdido a sua alma gémea. Percebia o sofrimento, mas queria vê-la livre dele.
No dia seguinte, a terapia de uma conversa bem acompanhada de conselhos surtiu efeito. Os suspiros eram menos e mais curtos. A vontade de seguir em frente tinha finalmente nascido. Teresa entendia agora o quanto uma conversa destas a teria livrado da assaz mágoa sentida em todos os pontos da sua mente e coração.
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