quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Eco na cena
Agora que navego, não encontro rumo. Tudo isto parece matéria que se desintegra, pessoa que se estraga, leite que azeda. Há falta de vontade e poucas opções de caminho. É tempo de parar e recuperar, renovar energias, tratar do desgaste. Não me encontro. Perdi-me no meio de tudo e agora procuro-me de novo. Fugi de mim própria com a intenção de fugir dos outros. Estou aprisionada e pretendo daqui sair. As loucuras de uma paixão, as perdas de uma amizade, as exclusões de problemas, que episódio mais trágico! Mas tudo se centra no mesmo palco, na mesma vida, na mesma história, em mim. Toda eu sou feita de complexos integrados e de escolhas aleatórias. Vejo-me como personagem principal num elenco com inúmeros artistas, todos eles diferentes. O furacão mantém-se, a penumbra não passa e o clamor soa na cena mais uma vez. A garganta já dói e nunca pensei ter tantas dificuldades em desempenhar um papel que, pelos vistos, parecia tão simples. Mas enfim, já estou rouca, e limito-me a não gritar mais. O som de revolta decidiu pairar no ar sem qualquer pedido de resposta.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Mistérios de uma vida
A vida corre, não espera. Vamos seguindo-a ou indicando-lhe o caminho. Mas, por vezes, temos de lhe pôr um travão. Ensiná-la a abrandar e fazê-la esperar por nós, porque, no meio disto tudo, até já nos esquecemos do que é realmente viver. Controlar emoções, conter sentimentos, juntar razões, expulsar argumentos. Viver com paixão e vontade, abusar da fraternidade e levar a liberdade ao limite. Aceitar a igualdade, ter orgulho nela e... sorrir! Sorrir porque continuamos sãos, humildes, sem preconceitos e genuínos, fiéis a nós próprios.
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