Num espaço sentimentalista, ele não sente. Nega qualquer emoção. Aprendeu a esconder qualquer tipo de discórdia e não sabe o que quer. Vive porque assim tem de ser e não sabe tirar partido disso. Fala de si com apenas três palavras: «eu sou assim». Palavras estas tão relativas que deixa toda a gente com aquele ponto interrogativo desenhado na cara. Muitos dizem não saber sequer quem ele é. Alguns, mesmo que saibam, não o conhecem. Na verdade, ele nunca se dava a conhecer. Andava pela sombra e sentia-se bem assim, mesmo que não o revelasse. Era diferente, era único. Havia quem o achasse interessante. Já outros, ficavam repugnados e espantados como alguém poderia fugir assim tanto à normalidade. Não era, de todo, alguém comum. Portanto, referiam-no muitas vezes como um exemplo vivo de alguém que, por viver longe de desenvolvimentos e confusões, era tão julgado sem fazer (digamos) nada de errado. Talvez seja apenas misterioso, não?
sábado, 10 de setembro de 2011
sábado, 3 de setembro de 2011
O tal verdadeiro
Ela não tinha mais amor para dar. Assim como a água no Planeta Terra, o amor dela ia-se escasseando. Não tinha razões nem motivação para que o contrário acontecesse, deixara mesmo de o amar. Mas chorava por ele todas as noites. Como autênticos flashes, vinham-lhe à cabeça imagens, recordações de todos aqueles meses tão felizes e cheios. Todos os risos e lágrimas algum dia derramadas, tinham sido por ele. Nunca ela se tinha rendido a alguém desta forma e tido algo tão precioso na sua vida, que era ainda tão curta. E primeiro de tudo, nunca tinha amado ninguém desta forma tão bonita e gratificante. Este amor, que nem sempre permanece e nos faz tão bem, nunca é eterno. Por isso, ela diria então "Nunca ames porque amar é bonito e porque achas que deves. Quando se ama, ama-se mesmo e tem-se orgulho isso. Enche o coração de todos os que mais gostas, e nunca, mas nunca despejes o ar de feliz que os sustém contigo, porque eles amam-te de verdade, e não só por parecer bem."
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