Ela não tinha mais amor para dar. Assim como a água no Planeta Terra, o amor dela ia-se escasseando. Não tinha razões nem motivação para que o contrário acontecesse, deixara mesmo de o amar. Mas chorava por ele todas as noites. Como autênticos flashes, vinham-lhe à cabeça imagens, recordações de todos aqueles meses tão felizes e cheios. Todos os risos e lágrimas algum dia derramadas, tinham sido por ele. Nunca ela se tinha rendido a alguém desta forma e tido algo tão precioso na sua vida, que era ainda tão curta. E primeiro de tudo, nunca tinha amado ninguém desta forma tão bonita e gratificante. Este amor, que nem sempre permanece e nos faz tão bem, nunca é eterno. Por isso, ela diria então "Nunca ames porque amar é bonito e porque achas que deves. Quando se ama, ama-se mesmo e tem-se orgulho isso. Enche o coração de todos os que mais gostas, e nunca, mas nunca despejes o ar de feliz que os sustém contigo, porque eles amam-te de verdade, e não só por parecer bem."
