segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Aprende, vive, luta

Vivemos todo o tempo a tentar desvendar uma ambição para viver, uma razão de tudo isto. O mundo gira, quer a tenhamos encontrado ou não. Independente e racional. Ele cresce, evolui, muda, nunca pára nem espera por ninguém. Apanhamos o comboio à hora que estivemos despachados da última viagem e preparados para a seguinte. Ficam as lembranças. Insensível a essas tais, ele continua no seu movimento, sem retorno. E agora eu peço, aprende a viver. Ergue-te mesmo sem forças, luta por tudo sem nunca desistir. Faz de obstáculos, benefícios para ultrapassar todas as desavenças que encontrares por entre cada viagem. Rema contra a maré. Apenas porque, no fundo, não querem tudo de nós, só querem o que não podemos dar. Espicaçam-nos a toda a hora para sermos diferentes, melhores, para nos distinguirmos perante milhões, mas a verdade é que poucos o conseguem. Por isso mesmo peço para te ergueres. Demonstra realmente quem és e pelo que lutas. Esforça-te e, no fim, basta venceres. Celebra; nunca fugiste à realidade e permaneceste genuíno.


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Tenho frio.

Não é que trema pela temperatura ambiente estar baixa, mas tenho frio. Sinto falta daquele abraço que me apertava assim que eu me sentia desconfortável, do olhar que lançavas e do quanto me deixavas segura. Eu sentia que poderia fazer tudo enquanto estivesses por perto, sabia que não me deixarias falhar. Eras o meu peluche aconchegado dos 6 anos, e a manta quentinha dos 60. Temia cair sempre que não estivesses comigo. Saberia que, contigo a meu lado, teria quem me segurasse assim que o equilíbrio fugisse. O meu sorriso surgia quando sentia a tua mão a aproximar-se da minha e só ia embora quando me largavas. A felicidade eterna permanecia no nosso sempre, que não tinha qualquer tipo de fim. Não era sequer possível, pois vivíamos no sonho, vivíamos do sonho. E agora, pedia que nunca o deixasses terminar, por mais impossível que tal coisa fosse. Eu pedia que tivesses a paciência de me amar dia após dia, e apesar de todos os maiores defeitos que adquirisse ao longo do tempo. Por isso, não me deixes mais ranger os dentes, tremer e ficar de lábios roxos, abraça-me logo!