segunda-feira, 25 de julho de 2011

Salva de contágio


São pedaços de mim que deixei perdidos, sou eu despedaçada. Apenas como uma simples jarra que outrora continha das flores mais bonitas. Entretanto, elas já murcharam, foram deixadas sem carinho ou preocupação alguma. Já não ouvem as lamentações de ninguém, simplesmente contam com as respectivas lembranças. Foram  demarcadas as feridas que não te deixam sair. A porta continua aberta, mas receio que brevemente se feche. Na dita abertura de outra, esta não encontra razões para continuar assim. É como se não mais tivesse os braços abertos para te colher e abraçar. Mas sinto que ainda preciso do tal aconchego, do tal aperto que me fazia sentir segura. No entanto, tal não me deve entrar mais na cabeça: deve-se misturar com todos os outros pensamentos e lá se dissolver. És, neste momento, o remédio tóxico de que não quero mas tenho de abdicar. Apenas como uma doença difícil de tratar, tu me pareces assim. Ficarão apenas as toxinas da tua vacina, meu amor, e nada mais. Agora que sei estar protegida contra a tua saudável virose, não me conseguirás mais contagiar.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

just you and me, baby.



"'Cause it's you and me and all of the people with nothing to do
Nothing to lose
And it's you and me and all other people
And I don't know why, I can't keep my eyes off of you

One of the things that I want to say just aren't coming out right
I'm tripping on words
You've got my head spinning
I don't know where to go from here"



(Nós poderiamos ter tudo, no entanto, não perdemos nada.)