sexta-feira, 22 de julho de 2011

just you and me, baby.



"'Cause it's you and me and all of the people with nothing to do
Nothing to lose
And it's you and me and all other people
And I don't know why, I can't keep my eyes off of you

One of the things that I want to say just aren't coming out right
I'm tripping on words
You've got my head spinning
I don't know where to go from here"



(Nós poderiamos ter tudo, no entanto, não perdemos nada.)

terça-feira, 19 de julho de 2011

Pequeno ponto


Fico cansada, chateada, revoltada com o Mundo. Tenho vontade de cair e ficar no chão, deitada. Não quero saber de mais nada senão da minha solidão. Desiludo-me a mim própria. Preocupo quem mais importa, faço-os perder tempo com lamentações e carinhos acrescidos. A minha desilusão aumenta. Deixo o tempo passar. Penso nele, penso em mim e apercebo-me que o "nós" desapareceu como por magia. Levanto-me e entendo que parada não continuo. Regrido um pouco, mas evoluo de seguida, instantaneamente. Já é possível desenhar-me um sorriso na cara. No fim deste ciclo, saio de casa e deparo-me com a mesma Avenida, no mesmo local. Alguns estabelecimentos novos, mas nada de mais. A população não aumenta e as nas suas caras estão ressentidas das bem demarcadas e repetidas rotinas. Penso em mim, mais uma vez, e entendo que não passo de um ponto neste grande Universo. Um ponto que se desviou pelo novo rumo do vento. Foram cruzados caminhos, linhas, que se continuam a salientar. Mas, no fim de tudo, para que importa tal sofrimento tão sentido? Cresci no meio de pessoas já crescidas e ainda outras que crescerão mais tarde. É a ironia da vida que faz o mundo girar. Amanhã, mudamos de sentido.