quinta-feira, 14 de julho de 2011

Vontade súbita

Difícil de encontrar, fácil de reconhecer. Bastante trabalhoso e exigente para se amar, ainda mais para se esquecer. Envolto em demasiados trava-línguas e com pouca vontade de se exprimir. Desejado com saudade, ansiedade e receio. Simplesmente simples, humano. Levando uma conversa com o vento e todos os remorsos com a chuva, não importando qualquer que seja o estado de espírito. Sério nos dias de frio e engraçado quando o calor começa a apertar. Reflexo de um autêntico rapazinho da cidade. Ternurento e capaz de passar horas a acariciar a sua menina. São o retrato um do outro. Não se largaram, nunca se esforçaram para o fazer. Sentem-se felizes e completos assim e, de qualquer das formas, ninguém conseguiria destruir a sintonia já criada e bem crescida. Têm uma vida, uma história que não conseguirão mais apagar. Nem sequer pensam na vida sem o outro. É nestes momentos que penso «Também quero!».


(e não tenho vergonha de o dizer, quero mesmo!)

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Doce acordar

São duas chávenas, três canecas e quatro colheres, um conjunto que nunca foi tal coisa. Existem lençóis verdes, fronhas beges e um cobertor preto, que lembra a melancolia de um ser nocturno. E lá nos encaixamos nós dois, no meio da confusão, das diferenças. Mas eu estou cansada, tu estás exausto e, por isso, deixamo-nos cair neste monte de lençóis tricolores, às riscas e com milhentos padrões. Tão bem que os sabemos abraçar! Ansiávamos há muito por um descanso juntos que, depois de muito tempo, acabou por chegar. As tuas pálpebras desejavam, suplicavam por tal aconchego. No entanto, o meu coração sentiu um vazio. Gostava bastante do olhar que o ocupava, o teu olhar, que estava agora escondido. E a cabeça não foi menos queixosa: tinha apenas as memórias dessa expressão tão sublime e única que soltas quando sorris. Adquiria finalmente uma razão para te acordar. Não o poderia fazer de qualquer maneira, pois a minha intenção sempre foi agradar-te. De mansinho, caminhei até ao quarto do lado e trouxe o pequeno rádio que lá se encontrava. Coloquei-o ao lado do teu ouvido e pressionei o botão até que o volume da música ficasse perfeito. Queria proporcionar-te um doce e leve acordar, e acho que até consegui. Abriste os olhos, com um simples movimento de pálpebras. De seguida, espreguiçaste-te e sorriste para mim. Disseste «bom dia, princesinha» e foi aí que não resisti mais. De tanta beleza e doçura, só soube dar-te um grande beijo e responder «bom dia, meu príncipe». Agora, só me falta trazer comigo o pôr-do-sol e dar-to. Devo-te o meu amor, para sempre.


Lamento imenso as poucas vindas ao cantinho, mas estou sem internet no portátil!
Faço tudo por vos deixar mais frequentemente pedaços meus, juro.
Beijinhos grandes, meus amores.
Joana