quinta-feira, 23 de junho de 2011

Doce acordar

São duas chávenas, três canecas e quatro colheres, um conjunto que nunca foi tal coisa. Existem lençóis verdes, fronhas beges e um cobertor preto, que lembra a melancolia de um ser nocturno. E lá nos encaixamos nós dois, no meio da confusão, das diferenças. Mas eu estou cansada, tu estás exausto e, por isso, deixamo-nos cair neste monte de lençóis tricolores, às riscas e com milhentos padrões. Tão bem que os sabemos abraçar! Ansiávamos há muito por um descanso juntos que, depois de muito tempo, acabou por chegar. As tuas pálpebras desejavam, suplicavam por tal aconchego. No entanto, o meu coração sentiu um vazio. Gostava bastante do olhar que o ocupava, o teu olhar, que estava agora escondido. E a cabeça não foi menos queixosa: tinha apenas as memórias dessa expressão tão sublime e única que soltas quando sorris. Adquiria finalmente uma razão para te acordar. Não o poderia fazer de qualquer maneira, pois a minha intenção sempre foi agradar-te. De mansinho, caminhei até ao quarto do lado e trouxe o pequeno rádio que lá se encontrava. Coloquei-o ao lado do teu ouvido e pressionei o botão até que o volume da música ficasse perfeito. Queria proporcionar-te um doce e leve acordar, e acho que até consegui. Abriste os olhos, com um simples movimento de pálpebras. De seguida, espreguiçaste-te e sorriste para mim. Disseste «bom dia, princesinha» e foi aí que não resisti mais. De tanta beleza e doçura, só soube dar-te um grande beijo e responder «bom dia, meu príncipe». Agora, só me falta trazer comigo o pôr-do-sol e dar-to. Devo-te o meu amor, para sempre.


Lamento imenso as poucas vindas ao cantinho, mas estou sem internet no portátil!
Faço tudo por vos deixar mais frequentemente pedaços meus, juro.
Beijinhos grandes, meus amores.
Joana


sábado, 28 de maio de 2011

Vamos lá

Vamos... navegar. Por dentro deste mar tão duro e obscuro, que esconde uma faceta tanto ou quanto ternurenta como a tua. Imaginariamente, acolchoaremos os bancos do nosso dito barco enorme, quase tão grande quanto o nosso amor, para que possamos passar horas, dias deitados a olhar um para o outro, a lançar sorrisos, a trocar olhares. Teremos o merecido tempo para reflectir, sonhar, imaginar, rir e sorrir mais uma vez. Eu não me cansarei de olhar-te nos teus espantosos olhos, pois perco-me sempre neles com uma insaciável vontade de lá ficar. E não encontro maneira de explicar tal sede tão insaciável, simplesmente sinto algo que me sustenta, que me agarra ao teu ser todo o tempo. Não arranjo maneira de te fazer perceber a vontade que tenho de te abraçar a todos os segundos. E de seguida lembro-me... Não da tal razão, mas de outro enorme desejo que tenho: as tuas fortes e carinhosas mãos que, ao tocar-me no cabelo, revelam os caracóis mais bonitos e envergonhados, que se escondem por trás de todos os outros. Basta um, um só toque teu para me aperceber que sempre me quiseste tanto a mim como eu a ti. É quando sinto que, dentro de ti, algo diz "és minha e de mais ninguém" que desmaio psicologicamente, no meio da confusão de emoções que me provocas, no meio do rebuliço causado entre as frequentes batidas do meu coração apaixonado. Só a ti ele te pertence, só a ti ele sempre pertenceu. No fim desta viagem, mergulhamos e ficamos os dois sozinhos no fundo do mar, para que possamos ter algo só nosso, mais além deste grande amor.


Será que voltei em força, meus amores? Estou a fazer um esforço enorme para que as minhas visitas ao sagrado cantinho sejam cada vez mais frequentes e espero bem conseguir tal coisa, pois a minha inspiração atingiu o auge, está mesmo cansada da arrumação que lhe tenho dado nos últimos tempos.
Beijinhos para vocês e muito boa sorte na escolinha.
Com muito amor e saudades, Joana.