Ele (já com lágrimas nos olhos): «Tanta incerteza, meu amor, sem qualquer razão. Devias ter uma tal confiança em mim que não te fizesse acreditar no que os outros dizem sobre a minha pessoa. A intenção deles é apenas espicaçar-te a ti e a nós, pela tremenda inveja que sentem quando nos vêem juntos, apaixonados. A tua insignificância, em mim, nunca teve lugar. És o meu Sol de dia, a minha Lua de noite, aquela que ilumina a minha vida durante todos os poucos segundos que fazem um minuto de vinte e quatro horas...»
Ela (confusa): «Mas... Mas se eles sabem algo que eu não sei? Se eles vêem cor no meio da escuridão que se estende à minha frente? Como hei-de eu acreditar em mim mesma se não devo confiar e ouvir ninguém?»
Ele: «Não precisas de confiar em ninguém, simplesmente... Simplesmente, sente.»
Ela: «Como hei-de eu sentir se ninguém me toca?»
Ela: «Para sempre, meu amor?»
Ele: «Para sempre não, até ao infinito, minha alegria.»

