Conto inventado com continuação.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Os saltos de Gabrielle #1
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Doce inocência
Ela corria, corria, corria, fugindo dele, que queria apenas fazer-lhe cócegas e rir-se um bocadinho. Quando parava, mudava de direcção, corria para ele. Dava-lhe um beijinho, sorria e soltava uma risada envergonhada. E fugia. Ele também sorria, pois os beijinhos dela eram como o doce chupa-chupa que todas as sextas-feiras a sua irmã mais velha lhe deixava. Sempre que a via sozinha, o pequenino dirigia-se a ela, e perguntava:
- Queres brincar comigo, Clarinha?
- Pode ser Diguinho.
- Brincamos aos pais e às mães?
- E podemos casar, assim numa igreja grande e com muitas flores?
- Sim, nós casamos, está descansada, Clarinha.
Ela sorriu de novo. Na maior das descontracções, eles lá arranjaram um cantinho que decoraram e fizeram de igreja. Juraram ser fiéis eternamente e, no fim, deram as mãos.
Faziam de todos os contos e brincadeiras o mundo deles, o mundo perfeito, que pensavam eles existir. Em todas as histórias, não havia um único arrufo, um único gesto que nos fizesse pensar, que, afinal, Rodrigo e Clara não estavam destinados um ao outro.
Cresceram, tornaram-se grandes e conscientes que o mundo é totalmente diferente do que um dia o imaginaram.
- Queres brincar comigo, Clarinha?
- Pode ser Diguinho.
- Brincamos aos pais e às mães?
- E podemos casar, assim numa igreja grande e com muitas flores?
- Sim, nós casamos, está descansada, Clarinha.
Faziam de todos os contos e brincadeiras o mundo deles, o mundo perfeito, que pensavam eles existir. Em todas as histórias, não havia um único arrufo, um único gesto que nos fizesse pensar, que, afinal, Rodrigo e Clara não estavam destinados um ao outro.
Cresceram, tornaram-se grandes e conscientes que o mundo é totalmente diferente do que um dia o imaginaram.
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